Zinco, o mineral dos processos metabólicos

 

Relevante à cicatrização de feridas, crescimento e reparo de tecidos e coagulação sanguínea

 

Poderoso antioxidante, nos seres humanos, o zinco é componente de várias enzimas que participam do metabolismo energético, dos carboidratos, da síntese e degradação de proteínas. Também participa da formação de espermatozóides e mantém o pâncreas funcionando adequadamente.

Este micronutriente é um constituinte específico da enzima anidrase carbônica, desempenhando importante papel na calcificação dos ossos. Também está envolvido com a pigmentação dos tecidos, a síntese proteica e com o metabolismo da vitamina A.

O zinco ainda é relevante para a formação do DNA, desempenha uma função essencial em centenas de processos metabólicos. Da replicação celular à maturação sexual, passando pela imunidade, função tireoideana na conversão dos hormônios tireoideanos, manutenção do pH estomacal, cofator para ação da insulina, cicatrização de feridas, alterações da derme e cabelos; e até mesmo para os sentidos do paladar e do olfato.

O corpo humano precisa do zinco para diversas funções, como a cicatrização de feridas, crescimento e reparo de tecidos, coagulação sanguínea, funcionamento da glândula tireoide, metabolismo das proteínas, carboidratos, gorduras e álcool, desenvolvimento fetal e produção de esperma.

A insuficiência desse mineral, pode causar lesões na epiderme, despigmentação, queda dos pelos, diminuição da memória e da concentração.

As consequências da deficiência de zinco incluem ainda retardo do crescimento, diarreia, distúrbios mentais e infecções. As regiões geográficas mais afetadas pela carência do mineral são o sul da Ásia, principalmente Bangladesh e Índia, África e países do Pacífico Ocidental.

Nas plantas, participa na formação do ácido indolacético (AIA), que atua no crescimento. É fundamental nos processos metabólicos, como componente de enzimas, como desidrogenases, proteinases, peptidases e fosfohidrogenase.

“Função básica do mineral está relacionada ao metabolismo de carboidratos e proteínas, de fosfatos e também na formação de auxinas, RNA e ribossomas. Existem evidências de que o zinco tem influência na permeabilidade de membranas e é estabilizador de componentes celulares”, explica o engenheiro agrônomo Valter Casarin, diretor científico da Nutrientes para a Vida (NPV), iniciativa que conscientiza os cidadãos sobre a importância e os benefícios dos nutrientes para a agricultura, para a segurança alimentar e o bem-estar da sociedade.

“Sem o zinco, as plantas apresentam encurtamento dos internódios, diminuição na produção de novas folhas e as já existentes são pequenas, cloróticas e lanceoladas”, explica Casarin.